segunda-feira, 25 de maio de 2009

Indústria debate importância da inovação na engenharia brasileira

http://www.anpei.org.br/imprensa/noticias/industria-debate-importancia-da-inovacao-na-engenharia-brasileira/

terça-feira, 19 de maio de 2009 às 12:26

O Brasil retomou o caminho de elevação de superávit da exportação, porém sua pauta é composta, em grande medida, por produtos primários. Enquanto isso, os produtos industrializados representam até 90% da pauta de exportação da China e 70% da Índia. No Brasil, o índice é de aproximadamente 30%.

A afirmação foi do superintendente corporativo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Antonio Carlos Brito Maciel, na abertura da reunião plenária do programa Inova Engenharia, da CNI, realizado em 13 de maio, em Brasília, com a presença de representantes do governo, empresários, líderes educacionais e pesquisadores para debater o futuro da engenharia no país.

Segundo Maciel, os índices são preocupantes na medida em que se verifica que a elevação da exportação de bens industrializados está intimamente ligada à tecnologia. “Esse é um grande desafio que o Inova Engenharia tem buscado: aliar ciência à tecnologia”.

Modificação – Para o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Marco Antonio Zago, o encontro reflete os componentes fundamentais para promover a modificação necessária na atual condição do País. “Nos países desenvolvidos, quem produz patentes são cientistas, engenheiros e tecnólogos que atuam no setor produtivo. No Brasil, grande parte desses profissionais está nas universidades e institutos de pesquisa. É preciso então que o setor produtivo ofereça oportunidades para esses profissionais promoverem a inovação, que é feita nas empresas e não na universidade”.

De acordo com Zago, é necessário introduzir alterações nos setores educacional, produtivo e profissional. “Comemoramos o aumento da produção científica brasileira, mas quando olhamos o perfil dessa produção, verificamos que há uma grande diferença em relação aos países de crescimento acelerado, como a China e Coréia. Nesses países as engenharias aparecem em primeiro lugar. No Brasil, apenas em quinto lugar”.

O presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Tulio Melo, acredita que o grande desafio do setor produtivo brasileiro é implantar a cultura da inovação. “O empresariado brasileiro ainda não acordou para a importância da absorção desse profissional altamente especializado como estratégia para o desenvolvimento e competitividade no âmbito internacional”.

Os debates também abrangeram Engenharia para o Desenvolvimento, quando foi divulgado o documento com os dados da engenharia, trabalho coordenado pelo Senai, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio).

Um comentário:

Viviane disse...
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